Nietzsche e o amor como droga mental
O grande filosofo alemão, Friedrich Nietzsche não é espelho na Filosofia e Psicologia, para podemos entender o amor, como razão de prazer, sensação, e bom sentimento no imaginário humano, compartilhado entres os seres amados, como expressão da lógica da pura razão.
Hora ele disse que não amamos o desejado, mas o desejo, e que o amor nada mais é que; a sensação de buscar a realização dos desejos do seu egocentrismo na pessoa que se acha amada por outro. Depois o mesmo chegou a afirmar que amar é uma forma psicológica de ilusão mental, levando-nos a não enxergarmos as coisas como são de fato. O filosofo criticou pesadamente esse amor, que foi uma modalidade na propagação do marketing da salvação, que foi utilizado pelo cristianismo para mostrar e seduzir pessoas com esse amor inexplicável, onde um Deus onisciente, onipresente e onipotente, mesmo sabendo do que iria ocorrer no futuro, fez homem, o colocou em um jardim com uma fruta, que seria uma droga destruidora, que o faria pecar, perdendo a vida eterna, depois, como se fosse um jogo de xadrez, onde o homem era as peças do jogo por ele jogado, e depois se tornou um homem mortal, pra morrer na cruz pelo homem que ele já predestinou para a maldição pecaminosa. Por isso que para Nietzsche, essa amor é uma droga que tira da mente humana, a visão do mundo real.
Vamos deixar Nietzsche um pouco parado no tempo, e falaremos de gente do nosso país, como o saudoso cantor, poeta, compositor e pensador brasileiro, falo do mestre Cazuza, acho que ele era adepto de leitura de obras de Nietzsche. O mesmo fez uma exposição de revolta, quando se expressou de forma resumida sobre o amor Ágape, Eros e Philia, certa feita Cazuza disse: "O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela..." Parou pra ver que Cazuza revela sua decepção com o amor e com a própria vida humana, o cantor e pensador parte para ideia de que amar significa ser iludir e aceitar a vida como ela não é, que para ele, esse amor seria “o ridículo da vida”.
Outro brasileiro que desnorteou o romantismo sentimental, foi o pensador e famoso escritor, Paulo Coelho, para ele o amor não seria uma droga, mas o psicotrópico é definido como a arte ou ação em amar. O mesmo abordou o assunto quando certa vez disse: "Amar é como uma droga. No princípio vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, tu queres mais. Ainda não te viciaste, mas gostaste da sensação e achas que podes mantê-la sobre controlo. Pensas durante dois minutos nela e esqueces por três horas. Mas aos poucos, acostumas-te com aquela pessoa, e passas a depender completamente dela. Então pensas por três horas e esqueces por dois minutos. Se ela não está por perto, experimentas as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem arranjar droga. Nesse momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, tu estás disposto a fazer qualquer coisa pelo amor." No caso, para Coelho, o amor não é uma droga, o amor seria o produto que fabrica essa droga, isto é, a própria pessoa amada, e a droga para ele, é a arte de amar. Por isso que o mesmo fez jus ao apontar que, se não somos correspondidos (não conseguimos esse amor), vem a forte abstinência dessa droga de amar, gerando transtornos mentais, pensamentos desprovidos de lógicas, ao ponto de o dependente da química desse amor, por não tê-lo para consumir, o indivíduo termina cometendo crimes e violência, feminicídio, homicídio, chegando ao ponto de até se suicidar, como sempre ocorre em todo mundo.
Paulo Coelho retratou o amor Eros ou Philia, mas no caso do Ágape, que pode ser por bens, patrimônio, por uma entidade espiritual, ou desejo de sede de poder político e religioso, são justamente de onde surgiram a exploração do homem pelo homem, muita violência, mortes, guerras e atos terroristas no mundo todo, a história das Civilizações e contemporânea mostra isso, nos livros de histórias, Internet e tele jornalismo, e todos podem ver atualmente no Brasil, desde 2016, após o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, onde uma onda de terror separou parentes, casais e amigos por puro fanatismo político, gerando brigas e violência pela droga de um amor a um líder político, com a onda da droga do amor bolsonarista contra a droga do amor lulista, que fez muitas gente perder a razão e o raciocínio lógico, agindo até pior que os dependentes de crack, nos guetos da Cracolândia, só que no convívio social e por meio da Internet, pelo efeito negativos gerados pela droga do amor político ideológico.
Todos puderam ver o efeito desse psicotrópico, na tentativa de golpe político e atentado contra a Democracia no dia 08 de janeiro do corrente ano em Brasília, foi visto os amantes dessa droga de amor político ideológico posto em prática, com violência e vandalismo barato.
Assim também pensava Friedrich Nietzsche, quando em análise sobre o amor, ele o tratou como uma droga mental, chegou a afirmar certa feita, que gerava embriaguez, ao ponto de uma pessoa que ama perde a razão do mundo real e só ver o absurdo mundo surreal, que é criado dentro da sua mente, quando disse: "O amor é o estado em que o ser humano vê as coisas como elas não são." Percebeu na explicação de Nietzsche, que para ele o 'amor' seria uma droga natural gerada pelo próprio organismo, dentro do cérebro humano, e sem dominação do seu uso, esse amor nos leva a extrema loucura de um mundo sem razão. Nesse caso, Nietzsche trata o amor como um produto químico, um alucinógeno semelhante ou pior que cocaína, maconha, crack ou bebida alcoólicas com um grande teor de álcool. Já o seu contemporâneo, o mestre Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, falando sobre o álcool ele disse: "O álcool faz do adulto uma verdadeira criança que sente prazer em dar livre curso aos seus pensamentos, sem preocupação com as coerções da lógica."
Na logica filosófica de Nietzsche, o amor seria uma química mental que pode tirar de nós a racionalidade, já para Freud, o álcool tira do ser a lógica. No caso do álcool, pergunto: Não seria lógico proibir sua venda para não se ter o consumo de algo tão danoso, que faz o ser humano ficar sem logica, como se fosse um animal irracional? No tocante ao amor nietzschiano, que o tratou como uma droga gerada pelo cérebro, que tira, ou pode tirar de nós a lucidez, e o ser que ama, tem que tomar cuidado com as dosagem desse amor, para não cair na overdose, chegando ao ponto de termos pensamentos que gerem sentimentos psicóticos. Isso porque, todos precisamos de um tipo de droga para viver? Mesmo que seja a droga desse amor fecundado e incubado em nossa mente. Em que esse amor psicológico é feito uma droga lícita, vem de fora e por meio da audição, visão e tato se aloja em todo o nosso organismo, acaba com a nossa vida e ainda por cima ficamos dependentes.
Você acredita que assim como o álcool, o amor com uso descontrolado pode destruir a vida de quem ama e do ser que por ele é amado? Como ocorre com famílias que tem os chefes da casa consumidos pelo alcoolismo crônico.
Qual a sua opinião sobre a visão de Nietzsche sobre amor e a de Freud que dar luz para entender a lógica do filósofo alemão?
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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