O Capitão da favela
O Capitalismo internacional
Tem os seus super heróis
Que fingem combater o mau.
Cria no imaginário das crianças
Que eles são a esperança
Para uma paz universal.
Contra invasores extraterrestres,
Que não são cabras da peste,
No maniqueísmo real.
Mas a pobreza e a miséria
São criadas por quem diz ser;
Os exterminares do mal.
Eu sou o Capitão da Favela,
Porque nasci em uma delas
E sei quem é o inimigo real.
Que faz esse povo viver
Em pleno desprezo e miséria
Da cega injustiça social.
Onde a polícia substitui a escola,
As drogas vem lá de fora,
Como subterfúgio real.
E o sub-poder tem mais poder
De gerar o falso sonho
Na mentalidade das favelas
Com pregação surreal.
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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