O ser diferente para Bob Marley
A elite mundial do Sistema Capitalista tenta ofuscar a memória do pensador Bob Marley. Ele foi um cantor e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar mundialmente o gênero. Marley morreu em 1981, mas antes de sua morte, foi condecorado pela ONU com a "Medalha da Paz do Terceiro Mundo".
Quando muitos da imprensa e grupos políticos e jurídicos, que são sedentários para com ações de Estado em favor da pobreza citam o seu nome, ligam apenas sua imagem ao consumo de drogas ilícitas. Parte da juventude atual de bairros nobres e periferias cultivam suas músicas e imagens em objetos de uso pessoais, como o mero "maconheiro" cantor de reggae, e as forças policiais subjugam os jovens na periferia e grande centro, se os mesmos estiverem usando camisas com suas fotos.
Mas Bob era mais que um cantor e compositor. Contrário de muitas mensagens de lixo musical da atualidade, como piseiros, funk e outros gêneros com letras com começo, mas sem meio e fim, que mexe com o corpo mas não educa nem abre as portas da mente em busca do senso critico e conhecimento, sua obra tratava principalmente de temas político-sociais e espirituais. Porque ele era dedicado a protestar contra injustiças sociais, por isso, Bob Marley é mundialmente celebrado por criticos da opressão dominante, como a voz dos pobres e oprimidos, sendo considerado um símbolo de resistência negra, espiritualidade, defesa dos direitos humanos e luta por justiça social.
Suas músicas denunciavam o racismo, a desigualdade social, o colonialismo e a guerra. Devoto do movimento religioso rastafári, a vida e a obra de Bob Marley foram profundamente influenciadas por sua fé. Sua música serviu de porta-voz às convicções e temas da fé rastafári, como as interpretações afrocêntricas da Bíblia e o pan-africanismo. A África e suas questões, como a miséria e a colonização europeia, foram também assuntos amplamente abordados em suas músicas.
Desses fatores não trataremos com profundidade, mas quero citar apenas uma frase e uma critica aos que lhe criticavam. Uma expressão de apologia e legítima defesa, que muitos usam em contexto grupais de certos seguimentos cultural de padrão comportamental.
A celebre frase ao mesmo atribuída é a seguinte: "Vocês riem de mim, porque sou diferente, e eu rio de vocês por seres todos iguais." O ataque em sua defesa que ele fez contra os seus eternos algozes, valeu pra o seu tempo de vida sobre a terra, e após morte, quando disse: "Me criticam por ser diferente, mas rio deles por serem todos iguais, e loucos como eu vivem pouco, mas vivem como querem pois não me importa se não houver o amanhã, me deram a vida e não a eternidade..."
O pressuposto conceito de igualdade que o cantor indicou, não é a aparecia física ou vestimentas utilizadas por ele e seguimento do reggae, por quem ria dele em forma de criticas destrutivas, mas a sua critica destinou-se a postura do todos iguais de forma mental, seja na cultura, tradição e coletividade de pensamentos de rebanho, onde os humanos são todos iguais na forma de viver e de ser, seguindo a mesma direção, viver uma vida contratada e projetada por outros no passado e presente para se ter a esmola da eternidade sem viver de fato o seu poucos anos de vida na terra.
Bob Marley além de compositor, cantor e lutador em defesa dos desfavorecidos, era um pensador fora dessa bolha de alienação que nos programa para sermos todos iguais. Como as baratas que serve de alimentos para escorpiões nos cemitérios, assim eram os iguais da sua época, os de hoje e os de amanhã.
Baratas e todos os animais irracionais não são iguais só na aparência física, mas de instintos e comportamentais.
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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