A cidade e o festejo bajulador do pão e circo
Toda cidade do Brasil,
Por mais pequena que for;
Pode faltar obras públicas,
Emprego, casa popular,
Renda, merenda, comida,
Guarida, comércio forte,
Agroindústria, universidades,
Pequenas e grandes Indústrias,
Saúde e Segurança Pública,
Educação, religião e amor.
Mas o romano pão e circo
É coisa que nunca vai faltar
No meio de um povo sofredor.
Que prefere shows e festas,
No lugar do crescimento;
Da real justiça social,
Produtivo e econômico,
Erudito e educacional consumidor.
Que dar a uma cidade
Evolução social de qualidade
Com o seu verdadeiro valor.
Mas os governantes malditos
Só investem no pão e circo,
Porque sabem que muitos
Que tem cheiro do povo
Deixa de ser crítico político
Para ser festejo bajulador,
E um eleitor torcedor,
Em vez de empregador.
Que emprega por 4 anos
Um político vagabundo
Que não cumpre com o seu ofício
Em ser um bom administrador
E um verdadeiro legislador.
Pois a nossa história nos mostra
Que pão e circo é o slogan
Da herança da monarquia,
Do feudalismo absolutista
Que os europeus nos deu,
Portugal nos ofereceu
E o Brasil República adotou.
O Regime de ferro militar
Com dureza e sem pureza
Sendo filhote dos Estados Unidos,
De forma unido, mesmo assim;
Com o circo sem pão continuou.
E com a redemocratização,
O pão e circo evoluiu,
Tornou-se tradição no Brasil
E até nas vilas, guetos, bêcos,
Comunidades e favelas
A coleira do Império Romano
Se alto popularizou.
Com dinheiro ou sem dinheiro,
Pode faltar tudo na cidade
Mas o deus circo sem pão
Nunca vai faltar para o povão,
Que sempre se comporta
Como o gado alienado
Nas garras do pão sem circo.
Que é um social predador
Das cidades e seu povo,
Que ainda louvam e adoram
O manipulador provedor.
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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