A loucura do sábio: Só sei que nada sei que os fins justificam os meios

"Só sei que nada sei", é uma famosa frase atribuída ao filósofo grego, o revenerado Sócrates, essa frase é semelhante a frase "Os fins justificam os meios", que também é uma atribuição ao filósofo Nicolau Maquiavel, porém não existem comprovações que os mesmos fizeram essas citações. 

Sobre Nicolau Maquiavel, o pensamento de "os fins justificam os meios" a ele atribuído nada mais é que um resumo interpretativo dos antigos opositores que satanizaram e tentaram contrapor suas teorias políticas de forma esdrúxula. Em sua defesa, o filosofo contratualista, Jean-Jacques Rousseau, disse que Maquiavel  fingindo ensinar ao dominante Lourenço de Médici, como conquistar e manter o Poder intacto, na verdade ensinou a todos como funciona os poderes da Política, como um cidadão comum, ou um nobre burguês poderia conquistar e manter esse poder pelo bem da coletividade. 

Sem fundamentos, muitos dos seus críticos alegam até hoje que, Maquiavel defendia que o homem deve fazer de tudo por sede de poder. No Brasil o opositor sem posição lógica era o saudoso Olavo de Carvalho, que escreveu um livrinho criticando o autor e escritor Maquiavel de forma maniqueísta com falso moralismo cristão, em vezes de refutar sua obra, "O Príncipe", isto é, em vez de refutar a mensagem, atacou e tentou desmoralizar erroneamente o mensageiro que criou a mensagem do príncipe. Na verdade, tanto a esquerda como a direita brasileira faz críticas as teorias maquiaveliana (não maquiavélica) porque tem medo que os filhos da periferia tenham acesso aos seus conhecimentos nas escolas pública, por meio da grande midia ou da Internet. Os seus algozes criaram nele a imagem de Lúcifer, para que o cidadão comum, em especial os religiosos condenem suas obras sem conhecer. Isso porque o Poder é doce para essa gente, e filho de pobre, pessoas de regiões ou povoamentos com baixa condição financeiras, a exemplo da Regiões Norte e Nordeste, para eles, não devem provar do "domínio" do Poder, só as elites de direita e parte da esquerda do grande centro urbano podem ter esse privilégio. Por isso que todos os seus opositores alegam que Maquiavel defendia, que no jogo do Poder o que valia era o resultado final do mau praticado, isto é, fazer o mau seria um meio de se chegar ao fim desejado. Mas quem leu suas obras a fundo sabe que ele nunca disse essa frase nem fez essas pontuações que a igreja católica e seus opositores contemporâneos ao mesmo atribuíram esse pensamento para induzir a burguesia e os nobres a evitarem a leitura do seu celebre livro "O Príncipe", que é um manual de como conquistar e manter o poder.  Essa gente criaram o termo preconceituoso desprovido de verdades,  que é o maquiavelismo, ou melhor, para chamar alguém de tudo o que não presta na esfera da falta de moral, ética, amor, maldade e respeito pela humanidade, bastava o chamar de "maquiavélico". Até hoje esse termo e frase danosa são usados de forma maniqueísta para afastar pessoas de não se aprofundarem no conhecimento das teorias da arte da política moderna de como ela é na prática, e não como se deve ser. 

Já sobre a frase atribuída a Sócrates; “Só sei que nada sei” ou sei uma coisa, que eu nada sei, é por vezes compreendida como um paradoxo socrático, mas é apenas um dizer muito conhecido derivado da narrativa de Platão sobre o filósofo Sócrates. No entanto, ela não é mencionada em nenhum texto grego antigo que nos foi legado.

Acredita-se que tenha surgido originalmente em textos escritos em latim, como em "ipse se nihil scire id unum sciat" de Cícero, ou em Nicolau de Cusa com "scio me nihil scire" e "scio me nescire". É possível que seja, então, uma paráfrase de um texto grego antigo, encontrada apenas em latim e vertida na contemporaneidade para o grego catarévussa como "[ἓν οἶδα ὅτι] οὐδὲν οἶδα", (lê-se: [hèn oîda hóti] oudèn oîda). Logo, esse problema teria surgido já na época da tradução latina, muito provavelmente por utilizarem apenas o verbo scire (saber, entender) para traduzir palavras distintas do grego, como (syn) eidénai, epístamai, gignṓskein, sophía e sophós.

O dizer está relacionado com o relato de Querefonte sobre a resposta da sacerdotisa (pítia), no Oráculo de Delfos, em relação à questão "quem é o homem mais sábio da Grécia?". Essa consulta foi narrada por Platão em sua Apologia (21a) e por outro discípulo de Sócrates, Xenofonte, em um outro texto também chamado Apologia. No entanto, nesse último relato é dito apenas que ninguém seria mais justo, livre e sensato que Sócrates, não aparecendo a palavra 'sábio'.

No contexto da Apologia de Platão, em 20d, essa questão se relaciona, portanto, à condição humana, detentora de uma sabedoria limitada e ignorante de muitas coisas. Logo a anthrōpínē sophía (sabedoria humana) seria a consciência da sua própria limitação quanto ao saber.

Portanto, vemos que essas atribuições a Sócrates e a Maquiavel nada maus é de quem tentam sustentar suas visões filosoficas por admiração sem conhecimento de fato, ou mera oposição aos mesmos. No caso de Maquiavel essa análise é corretíssima, quando apontei oposição sem posição, já com Sócrates é pura atribuição sem fundamentos, porque para sequer existem comprovações que ele existiu de fato, isso porque, assim como o Jesus Cristo dos romanos Sócrates também não escreveu nada, nem deixou nenhum revise de pensamentos por outros escrito, que seja comprovado. Jesus a mesma coisa, tudo o que se diz sobre sua existência, são colocações por terceiros e fé e crença.

Nada existe que prove que ele existiu, da mesma forma que o personagem Sócrates. Mas Nicolau Maquiavel, esse sim, existe até hoje comprovações da sua existência e como ele ainda mente medo nos seus opositores, que só sabem que nada sabem sobre seus ensinamentos de forma tendenciosa, ou medo que outros venham saber. Tá ligado! 


Por Martins da Cachoeira

O Gari Poeta Filosófico

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