Maquiavel, o fingido sapo e o caga-fogo
O Pai da Ciência Política Moderna, o florentino Nicolau Maquiavel ele afirmou indiretamente, que na vida é preciso saber estar preparado sempre para se fingir e dissimular fatores positivos e negativos. Pois quem se acha um anjo covarde, e não é um fingidor e dissimulador, são usados e derrotados por quem faz, porque os homens são maus por natureza, e Isso a maioria dos humanos e animais irracionais na Cadeia e Teia Alimentar praticam normalmente em seu cotidiano.
Partindo para o dom de liderança, às vezes é preciso se fingir morto na arte da conquista, ou defesa contra o ataque dos que concorrem conosco interpessoal, na competição de fatores financeiros e econômicas, relações amorosas e humanas. Porque o homem que for bom o tempo todo será eliminado pelos que não são. Quem não é um homem bom (ninguém é no jogo de interesses), será capaz de todos os meio para nos derrubar, na Cadeia Alimentar das Relações Humanos. Quando existem interesses grupal e pessoal, ninguém é de ninguém, nem existe favores e filantropia. É um por ele, e todos pra te fuder, se concorrerem contigo. O exemplo é no futebol e outros esportes em que ocorrem competições, onde um perde e outro ganha.
Fazendo uma comparação de um estrategista político, empresarial, comando de guerra, técnico de futebol e oficiais da polícia, que os comparam com o dissimulador camaleão, um tipo de lagarto que tem como defesa contra os seus predadores, a arte de "ficar invisível" com suas camuflagem de acordo com o local e ambiente, escapando do seu predador, Maquiavel disse que, cabe ao governante saber que: "É necessário ser capaz de fingir e dissimular..." Seria o mesmo que fingir e dissimular a desordem para gerar a ordem no bem do Estado, do governo, ou melhor para o seu povo que governa, visando a transição e manutenção do Poder.
Mas essa dissimulada e fingida ação não pode ser por longo tempo, que seja por tempo determinado quando os fatores sociais lhe favorecem, como faz o camaleão depois que escapa do predador com sua arte de dissimular e fingir se “parecer” o primeiro objeto ou qualquer coisa que estiver perto dele. Então é preciso as vezes se fingir de amigo para saber o que pensa o inimigo, mesmo que não seja ético e moral, isso é dissimulação na lógica de Maquiavel e de muitos líderes religiosos, políticos e outros, no uso da Teoria dos Jogos de John Nash, que aconselho você pesquisar e conhecer.
Deixando um pouco Maquiavel de lado, vamos falar do mesmo assunto na lógica do mestre chinês, Sun Tzu e do poeta pensador. Em seu livro 'A Arte da Guerra', para Sun Tzu, o necessário ser capaz de fingir e dissimular, seria o mesmo que saber lograr, isto é, saber enganar o seu oponente pela sua legitima defesa e do reinado, tanto no campo, ou fora do campo de batalha, visando e articulando a derrota do seu inimigo no futuro, mas projetada em seu presente momento. Já na lógica da licença poética, no belo poema; 'Autopsicografiia', do poeta Fernando Pessoa, podemos ver que o necessário ser capaz de fingir e dissimular, seria o mesmo que ser 'um poeta fingidor, que adenta na mente dos demais humanos e fingem sentir todas fragilidades e positividades emocionais e sentimentais que deveras sentem, quando disse: "O poeta, é um fingidor./ Fingem, tão completamente/ Que chega fingir que é dor,/A dor que deveras sente..." Em Maquiavel, esse pensamento se encacha em ser necessário e capaz de fingir e dissimular fatores políticos, jurídicos, econômicos e sociais para poder ter o domínio indiretos dos fatos e das causas visando o bem da população e do seu governo. Porque um líder político que é capaz de fingir e dissimular fatores acima citados e dele mesmo como ser humano, sem pensar no bem do seu povo (nação), estará acendendo sua própria fogueira pra ser queimado nela pelos que governa.
Maquiavel , o sapo e o caga-fogo
Vamos falar do sapo e sua capacidade e necessidade de ser capaz de fingir e dissimular. Quando eu era criança, na extinta Favela da Cachoeira, na Zona Leste de Campina Grande-PB, percebi essa capacidade de instinto de defesa pessoal nos sapos e todos da sua espécie. Estando em perigo pelo predador, eles lançam um veneno da sua costas e se fingem de morto. Isso também ocorre quando entravam em um casebre na favela e muitos dos moradores jogavam água de sal neles para tange-los. Eles inchavam o corpo sungando ar do ambiente, se faziam de morto, ficando paralisado em um determinado local. Mas quando nós virávamos as costas, os "sabidos" fingidores iam embora, pois forjavam uma forma semelhante a catalepsia momentânea, doença neurológica em que o paciente fica em estado de morto. Só que nos humanos, o retorno a normalidade pode ser por minutos, ou até por quase uma hora, depois vai a óbito, pois não continua vivo diante dos danos que essa doença causa no Sistema Nervoso, Circulatório, outros órgãos e tecidos. Porém, nos sapos, eles voltam ao normal e tem capacidade de fingir por toda vida.
Na lógica da política, o se fingir de morto não em questão anatômico, mas fazer o oponente acreditar que você é incapaz de vencê-lo. Quem sabe fazer uma dissimulada demonstração de fraqueza, elevara a vaidade do seu oponente o fazendo acreditar na sua vitória por ver seu adversário aparentemente fraco. Mas ele não sabendo que estará forte e preparado para derrotar (no bom sentido) todos os seus adversários.
Quem acompanha a politica nacional no Brasil, puderam ver isso em nosso país nos últimos anos na guerra entre bolsonaristas e lulistas. Lula demonstrou que conhece a arte do maquiavelismo muito mais que o Bolsonaro que tinha a chave dos cofres e mesmo assim foi derrotado por um cara que recebeu linchamento moral e prisão. Após Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Lula e o PT estavam considerados “como um mortos na Política” brasileira, mais sujos que chiqueiro de porco, porém, souberam dissimular, fingir e enganar Bolsonaro e seus fracos estrategistas, que achavam, e ainda acham que discursos maniqueísta com mistura de religião com política partidária, movimento público com seus seguidores fanáticos, e ricos e milionários interesseiros nas vias públicas, e Internet, iriam gerar votos e vitória na eleição, conquistando os eleitores calados insatisfeitos com o seu governo e a sua forma de misturar parte do Cristianismo brasileiro com politicagem barata. Sem falar nos discursos de fake news, como perseguição que Lula faria a cristãos, transformar o Brasil em uma “Venezuela”, Caça aos Comunistas Imaginário, Kit Gay e outros, a motociata e uso da fé cristã como bandeira de partido, foram os maiores erros de Bolsonaro em 2018, mantidos até o fim do seu governo rejeitado pelo povão em 2022, e ainda mantêm na pratica esses fatores negativos que deixa presos no curral eleitoral apenas os seus eleitores apaixonados e fanáticos por esse encantamento político passageiro, após a sua desastrosa derrota.
Contrário de Bolsonaro, Lula soube se fingir de morto, conquistou o povão pelo sentimentalismo e vitimíssimo atribuindo todo calvário que sofreu ao presidente e a direita bolsonarista. Mas, como o sapo se fingiu de morto, e a “cobra ex-presidente” Bolsonaro ficou falando o tempo todo dele e do PT em vez de conquistar o povo com obras estruturantes por todo o Brasil, foi um governo de continuidade levado adiante obras e projetos deixados pelo governo do PT, não fez sua própria marca de projeção de futuro no presente. Por isso que perdeu a eleição, pois achou que redes sociais com seus asseclas admiradores poderia mantê-lo no Poder, sem sequer conquistar a maioria da população, que faz parte da geração governo Lula, e comparando pau a pau suas formas de governos, nos fez ver que a maior obra de Bolsonaro foi fazer muitos dos críticos do governo Lula e do PT, votar nele pela comparação de governos. Em vez de um governo popular desde o início, deixou pra fazer assistencialismo em ano pré e eleitoral, uma ação negativa pra um governo novo que iria enfrentar não o fraco do Fernando Haddad, mas o ex-presidente Lula, amado e odiado, que na mente de muitos, mesmo com corrupção e tudo (praxe em todos governos), ele fez um governo popular, agradando a gregos e troianos. Bolsonaro só seria reeleito, se fosse melhor do que o “velho príncipe sapo”, que se fingiu de morto estando vivo, sabia que com o avanço da Internet, a geração governo Lula e sua memória continuava viva, graças ao seu maior cabo eleitoral, o próprio Bolsonaro e seus fanáticos bolsonaristas, que foram os ajudante do Lula, a mais uma vez a voltar ao Poder, em vez de deixá-lo no ostracismo para cair no esquecimento popular, falavam dele o tempo todo fazendo o mesmo e seus asseclas a terem oportunidade de refutar tudo o que falavam contra ele e o PT, onde Maquiavel manda fazer cair no esquecimento “o velho príncipe” e seus herdeiros, apagando da mente do povo a sua memória e da sua estipe, onde para sua época, esquecimento seria o mesmo que “exterminar.” Hoje o “extermínio” é esquecer o ex-presidente e procurar fazer um governo melhor que o dele, e ser diferente em tudo, no tocante aos erros, por ele cometido. Coisa que Bolsonaro não fez, e o Lula tem que tomar cuidado pra também não cair no mesmo erro do “Mito’.
O “Mito” deveria aprender que o vagalume faz muita onda midiática por onde passa voando, com a luz que tem no seu rabo, mas essa mídia de iluminação não engana o sapo, que engole ele com fogo no rabo e tudo. Veja que o sem diploma de Ensino Médio estava morto como um sapo fingidor, e o ex-capitão da derrota, o “Caga Fogo”, como chamamos vagalume no Nordeste, foi eleito e não desceu do palanque, ficou rodando o Brasil fazendo “motociata caga fogo”, achando que essa idiotice conquista votos do outro lado e dos críticos independentes.
Sem Teoria da Conspiração e paixão política por ambos os lados: Na sua opinião, quem é analfabeto político e mau estrategista, o “sapo Lula” que se fingiu de “morto” e venceu as eleições, ou o “Caga-fogo Bolsonaro”, que com seu fogo no rabo midiático (No popular, Caga-fogo) que além de perder muitos admiradores, que votaram nele em 2018 não conquistou quase nada de eleitores a mais em seu governo?
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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