O cachorro no linguajar do amor


Um dia um amor temporal
Que se hospedou no quintal
Do meu reluzente coração;
Quando eu abraçava, beijava,
Cheirava e acariciava ela;
A mesma me chamava de "cachorro"
E eu a chamava de comida de panela,
E quando ela ficava com raiva,
Eu lhe chamava de "cadéla".

Quando o linguajar do amor
Em um relacionamento
Não é entendido e subentendido;
Se queima no fogo do mesmíssimo
Em uma pobre tigela
Que cozinha as palavras 
De verdades e mentiras 
Em um fogão a lenha
Com madeira Sassafrás
Misturado com Canela.

Por Martins da Cachoeira

O Gari Poeta Filosófico


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