O pastor ateu e o seu deus Real
Um ateu metido a religioso
Bicho da cara de pau,
Morava em Lagoa Seca
Distante da capital
Do estado da Paraíba,
Bem pertinho de Campina
Terra do São João do Mundo
Onde não tem Carnaval.
Ele estava desempregado
E teve uma ideia de revolucionário
E foi fazer um curso básico
Em um renomado seminário
Pois queria criar sua igreja
Para adorar o Deus Minotauro.
Terminou Teologia Sistemática
Em um curso itinerário
Remoto e presencial
Mas era um faltante danado.
Falsificou seu o diploma
Visando ganhar dinheiro,
Pois a fé e a crença
Tratava como emprego.
Com o falso diploma na mão
Sentou-se na poltrona do avião
E foi morar em Brasília
Que para ele era a verdadeira
À Canaã brasileira,
Sua terra prometida,
Onde permite qualquer um
Abrir uma igreja de fundo de quintal.
Chegando na Capital Federal
Alugou um barraco velho
Perto da Vila dos Bandeirantes
E o seu Deus Minotauro;
O dinheiro Real-Capital
Anunciava como um berrante.
Ao ouvir a mensagens de ódio,
Divisão, de maniqueísmo maldito
Conseguiu conquistar néscios,
Os que não tinham convicção
No Evangelho de Cristo.
Em apenas poucos dias
A porta do seu comércio da fé
Para os indoutos se abria.
Veio um monte de fiéis
Querendo seguir o deus
Do crente pastor ateu
Um grande boi de ouro,
Que mais parecia
Com o mitológico Minotauro,
Que Jesus chamava de Mamon,
O deus da riqueza material,
Da cobiça e ganância,
Que Karl Marx um dia chamou;
O Espírito do Capital.
Para não sair da lembrança,
O mesmo que o dinheiro;
A nossa moeda Real.
Que tomou lugar de Cristo
Na mente de crente profano;
Que transformaram algumas igrejas
Em uma coisa banal;
Que usam o nome de Deus
Para favorecer políticos,
Os pilantras partidários
Que são ateus mascarados.
São os lobos desfaçados
De ovelhas do rebanho,
Que faz do Evangelho de Cristo
Um produto comercial.
Que fez a casa de oração
Um showmício político
Se tornando covil de ladrão,
Adorados como um deus,
Igual ao bezerro de ouro
Construído por Arão,
Onde muitos foram fulminados
Por causa dessa profanação,
Do impuro com o imundo
No lugar de adoração.
O pastor ateu, o crente
No seu deus Real-Capital,
Na jogatina política
Ganhou tanto dinheiro
Usando as doutrinas liberais,
Com uma fé supla-pentecostal,
Elevou sua conta bancária.
Com o uso da igreja infernal
Pagou um programa na TV
Que era apresentado todos os dias
Em rede de televisão
E por meio da Internet
Em via nacional e internacional.
E o seu Minotauro de Ouro
Tornou-se uma fonte de Poder,
Uma peça fundamental
Como se fosse o único salvador
Da Cleptocracia esdrúxula
Na politica nacional,
E enganou um monte de otário
Que deixaram de lado Jesus,
A paz e a fé na luz
Para viver na escuridão
Adorando o Minotauro
O deus Real e Capital
Do senhor crente pastor
Que é um ateu neo-fariseu,
Que usa o nome de Deus
Pra conquistar seu honorário.
Pois sua religião de ateu
Não serve ao Deus dos judeus,
De Maomé, nem o Cristo Jesus;
Mas os deus do dinheiro
Que eu chamo de Minotauro,
Que fala sem ter boca
Convence e conquista
As mentes de muitos otários
Que servirão ao deus do ateu,
Com aparência de homem-boi,
O deus Real-Minotauro.
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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