A caverna da razão
Em Busca de uma caverna
Escondida dentro de mim,
Um matagal profundo
Dificulta o fim,
Do caminho sem volta,
Da pergunta sem resposta,
Do começo sem fim.
Quando cheguei na caverna,
Só encontrei escuridão.
As respostas para minhas perguntas
Não tinham explicação.
Na caverna do ser
Não há como compreender
O sentido da razão.
Tento entender o sentido
Do sentimento do ser,
Encontro no cemitério
A verdade do viver.
É na caverna perdida
Que a resposta escondida
Sobre a sapiência da vida
Perde a luz da imaginação.
Por que nascer para depois morrer?
Por que conhecer o conhecer?
É melhor ficar sem saber
Que a caverna perdida,
Feia e escondida,
Que mata a vida da vida
Dos amantes do prazer;
Que lutam pra conhecer
O que nunca vão saber:
Sobre a origem da vida
E do que meus olhos podem;
Enxergar ou não ver.
Quem entra nessa caverna
Perde o sono da noite,
Afasta-se das pessoas,
Torna-se um ser frio,
Um cru animal.
Despreza o sentido da vida,
Perde a ânsia de viver.
É perigoso tentar se esconder
Na caverna perdida,
Por que ela é o beco sem saída
Dos amantes do prazer!
Aqueles que se escravizam
Dentro do seu próprio ser.
O prazer nessa vida
Aumenta a vida perfeita
Nos dar motivos para crescer
Na luz ou na escuridão.
Quem perde o prazer de viver
Quer logo acabar com a vida.
Hitler é a prova perfeita
Dessa pura imperfeição,
No seu mundo de ilusão.
Dentro da caverna perdida
Tem um pouco de tudo:
Tem bicho puro, bicho imundo,
Lagartixa, peixe morto,
Percevejo, tubarão,
Urubu, cachorro louco,
Serpentes e escorpião.
Só que a verdade da verdade
Lá deixa de ser razão.
Dentro de nós tem uma caverna
E ninguém quer entrar ou morar
Na caverna da escuridão.
Preferimos sermos enganados
Pela mentira da suposta razão,
Que é a pura visão dos cegos.
É o pensamento produzido
Na crua mentalização
Dos fugitivos da verdade,
Da verdadeira razão,
Que prende todos os animais,
Racionais e irracionais
Dentro do mesmo porão,
Com ou sem racionalização,
Que o mesmo fim é;
Entrar em putrefação.
Essa caverna só tem entrada,
Saída não existe não!
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta da Paraíba

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