Alexandre de Moraes e os extremistas modernos


Os extremistas que hostilizaram o Ministro Alexandre de Moraes e agrediram fisicamente seu filho,  em Roma, certamente estavam em turismo religioso na Santa Sé, a "Cidade de Deus" dos romanos. Isto é, devem ter ido visitar a Catedral de São Pedro no Vaticano para pedir intervenção espiritual no Brasil em favor do Bolsonaro,  e contra o Comunismo imaginário que acham que vai se instalar em nosso país. 

Suspeito que provavelmente estavam no turismo da fé, porque tem vídeo de um deles rodando na web, o qual afirma ser empresário, patriota e religioso, que não faz apologia ou discípulos cristãos em sua empresa. Isto é, não mistura o seu meio empresarial com religiosidade. 

Pelo crime praticado, contra o Ministro e família, pode se notar que essa gente  deve ser conservadores cristãos bolsonarista cheio de ódio no coração ao tentar se vigar de Alexandre de Moraes por sua atividade jurídica nas últimas eleições, que fez muitos adoradores do “Deus Minotauro  Bolsonaro”, ficarem com ódio  dele, dos eleitores  do Lula e do STF porque  o seu “Mito” perdeu as eleições em 2023. 

Mas a Polícia Federal e as forças de segurança pública de Roma vão cair em cima desses criminosos, e de outros foras da lei aqui no Brasil, que são adoradores de políticos que querem fazer do Brasil um estado teocrático fundamentalista para os cristãos modernos, cheio de ódio e maldade. 

Confesso que tenho mais medo de quem se diz religioso, do que de quem se declara ateu ou agnóstico.  Os que não tem fé defendem a racionalidade na ação, assumem para si o bem e o mal que chega a praticar, não usam uma fé e crença como defesa dos seus maus comportamentos. Já os que se dizem ser religiosos, às vezes se deixa levar pela irracionalidade e fazem coisas que até o diabo duvida e tem vergonha de fazer, mesmo sendo oposição ao Deus dos religiosos, em especial do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. 

A visão que se tem é; os não religiosos são gente do mal, logo sociedade preconceituosa acha que, ser ateu é ser uma pessoa do mal, e só se espera vir o mal dele, mesmo sem ele ter o mal a fazer a ninguém. 

Mas de um religioso fanático ou não, só se espera vir dele o bem, mas às vezes, o mal vem na frente sem ninguém  esperar. O mau de tudo é  que esses fundamentalistas políticos e religiosos, alegam fazer o mal em defesa dos seus costumes, ética, sua moral, fé, crença e do seu Deus, como se Deus precisasse que um simples mortal defenda sua honra ferida. 

Quem conhece a História Antiga, Medieval, Contemporânea e Moderna, sabem muito bem que muitos usam a capa de religioso para praticar atrocidades e se passar por santo a serviço de Deus. A demoníaca Santa Inquisição, as Cruzadas, Colonização com Expedições Marítimas, e os atos fundamentalistas Islâmicos e de outros religiosos, são provas disso.  Usaram o nome de Deus pra justificar suas maldades, crueldades e violência, em nome da sede pelo Poder Político e Religioso. 

Se o Deus todo poderoso precisa de um homem pra fazer o seu serviços na terra, esse Deus é mais fraco do que eu. 

É o que reza um livro da Bíblia, falo do livro de Juízes 6.25-40, que narra a guerra do Deus de Israel com o falso Deus Baal. Em seu relato, o escritor diz que o Deus dos israelitas, de forma intolerante, mandou o seu servo Gedeão derrubar o altar de Baal e destruir sua estátua, que a Bíblia chama de poste-ídolo o Gedeão assim o fez, como se faz hoje como muitos fazem quebrando objetos de culto da Igreja Católica, de religiões afrodescendentes e atacando crentes e igrejas evangélicas por intolerância religiosa. Porém, aqui ás vezes pode até ficar por isso mesmo, mas no caso de Gedeão, os religiosos servos de Baal quiseram matá-lo, cortar o seu pescoço por atacar o seu deus, porque não aceitava que Jeová e Gedeão os obrigassem na época, eles se converterem a fé judaica a força.

Mas o pai de Gedeão, após o mesmo destruir o altar viu que os servos de Baal fundamentalistas,  desejavam matar Gedeão, entretanto, já como ele também era sacerdote do falso deus, o sentimento paterno falou maior que sua fé e crença, e para não ver seu filho morto, disse aos seus companheiros que se o deus estátua, destruído por Gedeão é de verdade, que ele se vingue, pois não precisa que ninguém preste esse serviço a ele. 

Veja que o  Jesus da história, pregava o amor, não a violência entre os seres humanos. Se sou contra Bolsonaro, Lula e outros políticos, não  uso o falso discurso do “Deus, Pátria, família e liberdade” para impor o meu modo de vida e vontades para outros seguirem a força, como ocorreu no dia 08 de janeiro em Brasília, onde se fez quebra-quebra e orações ao seu “Deus”, em nome de um conservadorismo político e religioso. O que faço como vingança pelos seus atos errôneos que são contrário o meu ideal político, tomo uma lúcida decisão de votar contra eles, não ficando como moleque hostilizando e agressivo com ninguém. Foi o que fiz em 2022, votei em Bolsonaro em 2018 como única alternativa, porém não fez 0,0000000% do que prometeu e quase fodeu o meu país. Sabendo que o único que podia desmanchar o meu erro em ter votado no Minotauro em 2018, ajudando elegê-lo como presidente do Brasil seria o Lula, fiz o "L" em 2022 para derrubá-lo do trono do Poder. Isso porque não trato a Política como religião, nem os políticos como deuses dignos de adoração.

Para finalizar só tenho a dizer: Uma partida de futebol se vence no drible e nos gols, não com orações, no fio da espada, com tiros de armas de fogos, nem comcanhões. Política pública de uma coletividade diversificada, não deve se misturar com as religiões. 

Eleições se vence no voto, para isso tem que conquistar a maioria, a minoria que não galgou a vitória do seu candidato, levanta q poeira e tente dá a volta por cima. 

E então, qual a sua opinião sobre esse tema? 

Por Martins da Cachoeira

O Gari Poeta Filosófico

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