O jornalismo policial e a falta de deus no coração

O jornalismo policial e a falta de deus no coração


O jornalismo policial e a falta de deus no coração

O sensacionalismo leva muitos jornalistas a cometerem até crimes no meio da Comunicação Social, ou melhor, policial. Em 2017, o jornalista e apresentador da Band, José Luiz Datena, foi condenado junto com a emissora, por afirmar que determinados crimes só ocorre por falta de Deus no Coração. Na época muitos o defenderam, mas essa expressão é puramente preconceito e burrice intelectual, pois religião não define caráter, nem faz o homem evitar cometer crimes. 


Para Datena e outros, a falta de Deus no coração é quem faz o homem praticar a maldade. Então, na visão desse povo desprovidos de conhecimento, os ateus são criminosos e pessoas ruins. Essa gente do jornalismo policial em via nacional, que mistura religiosidade cometendo preconceito com ateus,  que não têm nem querem o Deus Criador dentro do seu coração, por não seguir uma fé e crença, pois segundo a linguagem do telejornalismo e radiofônico, todo bandido é ateu enrustido ou declarado, isto é, não tem deus no coração. 

No mesmo ano, um apresentador de uma emissora de TV de Campina Grande, que apresenta um programa de "jornalismo policial". caiu na mesma "burrice intelectual", mostrou um vídeo em que um homem aparece atirando em outro homem que ficou caído no chão agonizando. O atirador voltou e meteu balas no rapaz para comprovar sua morte. 

Depois de apresentar o vídeo, o apresentador agiu na mesma onda do Datena e de muitas pessoas desenformadas, que na base do maniqueísmo religioso, mistura comunicação social com religiosidade. disse que esse homicídio, como outras mortes, oriundas da violência reinante, se dá por "falta de Deus no coração", isto é, o homem armado com arma de fogo, que atirou no outro deixando-o agonizando e depois voltou para terminar o serviço (matar), fez esse ato criminoso e de extrema maldade humana por falta de deus no coração, como se o assassino fosse ateu ou agnóstico .  

Só lembrando; os presídios estão cheios de religiosos que dizem seguir e ter deus no coração, é difícil encontrar no presidio um ateu ou agnóstico que não tem nem querem deus no seu coração. 

Primeiro: O coração só serve para bombar o sangue e manter os outros órgãos vivos, tendo a atividade cerebral em conjunto com o oxigênio.

Segundo: Para quem tem uma fé seja qual for a divindade, ou entidades transcendental, o divino não habita na mente dele, nem em nenhum templo, ou igreja. Como disse o apóstolo Paulo: “Deus não habita em Templos feitos pelas mãos do homem”. 

Na mesma época, no Rio de Janeiro, bandidos estavam queimando terreiros de macumba e destruindo objetos de cunho religioso afrodescendentes. Eles diziam que só podem ter igrejas que falem de Jesus, que é o seu protetor. Todo tipo de gente ruim quando morrem, parentes e amigos dizem: "Vai com Deus, que Deus te coloque em um bom lugar". Com quem praticava todo tipo de crime, violência e maldade. Seguindo essa lógica, o céu é depósito de alma de gente que não obedece as Escrituras Sagradas? 

O ser humano tem dentro da sua mente um demônio e um anjo ao mesmo tempo, mas quem manda em suas atitudes e ações é o adestramento do Estado e sua própria cabeça. Deus não tem nada com isso.

O estado é laico e ninguém pode ser restrito de Direito, nem sofrer preconceito por sua fé e crença, ou por ausência de fé e crença. Isso só ocorre nos meios de Comunicação Social por desinformação, ou mau-caratismo mesmo. 

É nisso que dá abrir espaço pra qualquer um cuspidor de microfone sensacionalista... Comunicação Social não é pinico, tem permissão do Estado e tem que ser punidos diante de falas preconceituosas.

Não sei se a BAND e o Datena recorreram, mas parabéns para justiça brasileira por essa lúcida e jurídica decisão!


Por Martin da Cachoeira, O Gari Poeta Filosófico reciclador de pensamentos. 

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