Paz na política e na religião
Paz na política e na religião
Como pode alguém
Dizer que é cristão
E viver o tempo todo
Com ódio no coração?
Cria uma separação
Onde cada um vai pra o céu
E o outro vai pra o inferno
Tratando a política
Como se fosse religião.
Só porque um é lulista,
O outro é bolsonarista,
Um é conservador direitista,
E o outro pecador esquerdista
Querem viver em discussão
Brigando e se maltratando
Sem dar um aperto de mão.
Ontem a noite sonhei
Que um amigo bolsonarista
Morreu de transtornos mental
E um anjo muito real
Levou sua alma pra o céu.
Quando chegou na porta do céu
Viu que o porteiro era São Pedro
O bolsonarista tirou o chapéu,
Em reverência ao santo;
Se prostrou de joelho.
Mas quando o santo lhe mandou
Ficar sentado do lado esquerdo
Ele lhe deu um murro na cara
E puxou os seus cabelos.
Chamou Pedro de “petista,
Comunista, defensor de ladrão”.
Disse preferir ir pra o inferno
Viver eternamente
Abraçando Satanás,
E sentando no colo do Cão.
Quando chegou no inferno
O pobre bolsonarista ficou
Fedendo pior do que percevejo
Porque o porteiro de Satã
Era um demônio lulista
Que vestia um terno vermelho.
O bolsonarista bateu continência
E ficou muito feliz
Por ficar do lado direito
Porque odeia o lado esquerdo.
Então eu logo acordei
E cheguei a simples conclusão:
Será que depois das eleições
A guerra ainda vai continuar
Como se tivessem;
Uns fanáticos salvos no céu
E outros condenados
Por toda a eternidade
Sem receber a salvação
Por falta de paz na política
E da loucura na religião?
Nem Lula nem Bolsonaro
Garante sua condenação,
Tão pouco sua salvação.
Vote em quem quiser;
Mas não odeia o seu irmão!
Por Martin da Cachoeira, o Gari Poeta Filosófico reciclador de pensamentos.

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