A proibição do Amor

A proibição do Amor


Sinto muito meu amor,
Lutei, lutei para poder te ter
E vejo que perdi você
Por causa da tradição!
Os hipócritas zombavam de mim,
Chamavam-me de miserável pecador,
Só porque tentei ser feliz
Ao lado do meu amor.

Para amar tenho que ser cego
Para ser feliz tenho que ser louco?
Pois quem ama o proibido
Vive  na infelicidade
Por causa da tradição.
Sou dominado pela cultura?
Sou escravo da tradição?
Sou proibido de ser feliz
Pela cruel religião?
Quando busco a independência,
Logo a manipulação
Vem tomar conta de mim.

A benção seu vigário!
Me abençoe seu pastor!
Para usufruir do amor;
Tenho que pedir permissão?
Quem abençoou a Eva,
Quem casou ela com Adão?
Foi o padre ou o pastor?
E os antropoides da evolução,
Quem será que os abençoou?
Foi Charles Darwin 
Ou dogma de uma religião?

Mais uma vez pergunto:
Tenho que pedir permissão
Para usufruir do amor?
Por favor, que pode me dar 
Essa humana autorização 
Para que eu tenha permissão
De mandar no meu coração!?
Será o Deus de Abraão,
O Vaticano, Martin Lutero,
Darwin ou pastor?
Responda-me pecador 
Que esteja de plantão!

Porque temos que amar 
Por impura obrigação 
Visando satisfazer 
As vontades de quem não teve 
O direito de escolher 
Um verdadeiro amor 
Para compartilhar com esse amor
Uma exorbitante paixão,
Entre dois seres que mandam 
Na sua própria relação?

Só o formalismo tradicional 
É o meio contratual 
Para existir procriação?
Entre um casal apaixonado
Que ama pra ser amado 
Sem permissão de família,
Sociedade hipócrita 
Com ditadura da religião,
Para conviver juntos 
Tem que pedir permissão? 

Por Martins da Cachoeira

O Gari Poeta Filosófico








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