O homem e o minúsculo tapuru
Aprendi na maternidade
Que o homem nasce despido,
Aprendi no cemitério
Que o homem morre nu.
Lá também aprendi que;
O corpo do ser humano
Como de qualquer animal
É devorado por tapuru.
E que o tapuru come o homem,
Mas o homem não come
Sopa, ou salada de tapuru
Extraído do buco do urubu.
O ser humano é tão fraco
Igualzinho ao urubu;
Que nasce e sempre morre
Como o pássaro anu.
Então, nessa guerra sem paz
Quem é que vale mais,
O homem que se acha forte;
Ou o minúsculo tapuru?
Por Martins da Cachoeira
O Gari Poeta Filosófico

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