A briga do cachorro com o sol

Uma senhora moradora do bairro da Glória, em Campina Grande na Paraíba, contou-me que na manhã de ontem (11/12/2015), ela estava na cozinha da sua casa preparando o almoço do dia, quando de repente ouviu latido de cachorros vindo da parte da frente da sua casa.

Assustada e com muito espanto, pensou que gente mal intencionada teria pulado o seu muro e seus cães latiam ao ver pessoas estranhas.

Para ficar por dentro do que estava acontecendo, a mulher deixou a 'panela' de feijão no fogo , foi ao encontro dos cães, achando que ladrão teria pulado o seu muro para o quintal, quando chegou onde os cachorro estavam, o espanto se elevou e ela ficou confusa tentando entender o motivos dos latidos dos cães olhando para o céu.

Os cães estavam em frente à porta da sala de sua casa, Langutango, o seu cão mais achegado, latia com veemência e olhava para o céu como se o ladrão estivesse voando ou subindo no telhado da sua casa.

Ao vê os cães latindo e olhando para o céu, a mulher saiu, olhou e não viu nada em cima da casa, nem ao seu redor, nem ao derredor. Voltou para onde estava os cães e Langutango continuava latindo ferozmente olhando para o céu e incitando os outros cachorros a seguir seu proceder.

Assustada, a mulher tentou entender o porque de  tanto latido sem ver nada, então resolveu olhar para o céu. Ao erguer os olhos, viu um céu lindo e todo azul, sem falar no sol enorme e escaldante gerando imenso calor. Foi então que ela entendeu que Langutango estava espantado com o céu azul  e por ver um grande sol quente sobre sua cabeça.

Essa é uma história real, foi uma experiência na vida da mulher e do seu cachorrinho de estimação, a mulher é a minha mãe, dona Floripa Martins e seu cachorro Langutango, ele nunca tinha visto um sol imenso daquela forma, o fato era como se um ser humano estivesse vendo uma nave espacial voando sobre sua cabeça, por isso que o cachorro estava espantado e com a gota serena brigando com o sol. Certamente ele achou que o sol era um extraterrestre, um demônio ou um deus imaginário que veio de outro planeta dominar a raça canina e sua dona, minha mãe Floripa Martins. 

Já como o cão é considerado o melhor amigo do homem e o vigia do lar, Langutango simplesmente estava protegendo minha velha de ser atacada por um sol gigantesco, que poderia queimar minha coroa e sua cabeça. 

Langutango morreu há alguns anos atrás, mas minha mãe ainda chora de saudade do seu cachorrinho que brigava do sol para proteger sua amada dona.  
 

Por Martins da Cachoeira

O Gari Poet Filosófico 

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