Amor e traição e traição segundo Maquiavel
Amor e traição segundo Maquiavel
A visão de Maquiavel sobre a facilidade de surgir uma traição no mundo político, ou em todas as áreas das relações humanas, sempre surgem sobre quem é amado, mas às vezes é restrita sobre quem é temido.
Isso porque o temor da punição, leva o homem a obediência por medo, pois quem ama o rato perde a comida contaminada por ele, tem sua casa bagunçada e alguns objetos roídos.
Para o filósofo, é preciso que um líder seja feitor do bem e do mal, se necessário, isto é, quem exerce liderança tem que ser amado e temido ao mesmo tempo, em especial mais temido do que amado. Tem que punir os traidores e rebeldes do Estado de Direito, que promovem a desordem. O governante, mesmo sendo um homem bom, deve fazer o que pareça ser mal sobre os mesmos, e ao mesmo tempo deve fazer o bem aos não traidores do Estado e das leis, que respeitam as ordenanças do líder e de seu governo.
Maquiavel deixa os seus leitores meios confundidos ao comparar os que respeitam o Estado e seu 'principe' como amigos, e os traidores e rebeldes como inimigos. Por isso ele disse: "Para os amigos os favores, para os inimigos, a força da lei." Os favores seria justamente o que é determinado por lei por um bem de um grupo, de uma coletividade em nome de um controle social e bem-estar de um líder e seu governo, visando a ordem e manutenção do Poder.
Segundo sua visão, é mais fácil uma mulher trair seu esposo que é honesto, amável, bom marido, bom pai do que trair um esposo criminoso, assassino e tirano.
De acordo com a teologia de alguns movimentos religiosos cristãos, reza que, os que se desviam dos caminhos do bem, voltarão a obediência por amor, ou pela dor, isto é, Deus permite, ou lhe faz o mal para que retornem a ser pessoas temerosas ao sagrado, mas faz o bem aos que lhes servem e obedecem por medo do castigo ao fogo do inferno. Por isso que o mestre da Ciência Política disse: "As pessoas ofendem mais a quem amam do que a quem temem." Logo,o fogo do inferno leva muitos a obediência, e o amor leva a rebeldia e traição; como fez Judas Escariote que traiu o Cristo que dizia amar e servir.
Veja que, segundo essa lógica, vemos que: a traição e a rebeldia leva a desordem, a desordem destrói o controle social e aniquila o bom andamento das coisas, de uma organização, de um Estado, de uma família.
Logo, percebo que, seja qual for a instituição, com rebeldes e traidores, sem serem punidos, tendem a ser desmoralizada e arruinada por eles. Por isso que a igreja criou o inferno de fogo imaginário para impor o temor ao seu Deus, também promoveu os castigos da Santa Inquisição, e pelo poder do seu Deus em mandar doenças, tragédia e caos econômico na vida dos rebeldes por meio de forçar a obediência ao papado, ou lideranças do cristianismo em geral, como fazem outras religiões que prometem coisas boas aos obedientes (vida eterna) e coisas ruins aos rebeldes e traidores, em vida e após a morte.
Diante disso pergunto: Você concorda com o pensamento de Nicolau Maquiavel?
Por Martins da Cachoeira

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