O fim do seu status
O fim do seu status
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Quem um dia me matou
Esqueceu de me enterrar.
Deixou-me morto vivo na terra,
Vivendo a perambular.
Quando o conhecimento mata
Perdemos a razão de um lar,
Ou encontramos um novo habitar?
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O grande lar que é a terra,
Passa a ser uma grande prisão.
O corpo que se move
Por energia e emoção,
Não gera mais o prazer
De alienar o viver
Por que perde motivação.
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Se alguém manipula
O pensar e a ação,
Esse alguém é o Leviatã
Que controla nossa emoção.
Assinamos o contrato,
Que se transformou no status,
Em viver sem razão.
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O contrato cria em nós uma vaidade
Que se chama eternidade
Em consumir para viver
Na cegueira da razão.
Uma razão surda, muda e cega,
Que faz do tudo um modelo
De imperfeita imperfeição.
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Somos todos formigas
Nesse formigueiro pensante.
Trabalhamos para sobreviver
Como ovelhas ambulantes.
O resultado do tudo por nada,
Do nada por tudo:
É que rico e pobre tem o mesmo valor
Nesse mundo de aventura
De um fogo abrasador.
Pode correr sem
contrato,
Tendo apenas o contato
De um viver com contrato,
O fim do seu status,
Nessa terra moribunda
É a putrefação e decomposição
Em uma fria sepultura.
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Por Martins da Cachoeira

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