Projeto de Lei de deputado federal bolsonarista paraibano visa confiscar FGTS de trabalhadores

O Projeto de lei de autoria do deputado federal bolsonarista, Hugo Motta (Republicanos), sendo aprovado sem emendas, vai permitir que os bancos usem o saldo da conta bancária, através do débito automático, para pagamento de dívidas com o cartão e com o próprio banco, em 31 dias após o vencimento. 

Além disso, caso não encontre dinheiro em conta, o projeto prevê que os bancos confisquem dinheiro do FGTS em até 10% do todo. A proposta deixa as grande empresas de fora e atinge apenas pessoas físicas, microempreendedores individuais e as microempresas, isto é, trabalhadores autónomos e pequenos empresários.

A refutação veio do deputado federal, Mauro Benevides (PDT-CE), ex-secretário da fazenda do CE, que se posicionou radicalmente contra o projeto esdrúxulo e pediu para população se mobilizar e pressionar os parlamentares dos seus estados a votarem contra essa peça. Em uma das suas redes sociais, Mauro escreveu: “Mobilizem seus deputados federais para votarem contra o PLP 40. A proposta vai garantir aos bancos a autorização para descontar direto da conta dos clientes, ou do FGTS, recursos financeiros para quitar dívidas com mais de 30 dias de atraso. Isso não pode acontecer."

Opinião do Gari 

Esse projeto de lei impopular do mestre Hugo Mota, me levou a rever a História Politica do Brasil que foi manchada no governo de Fernando Collor de Mello. Além de denuncia de corrupção, teve o famoso Plabo Collor, que gerou o confisco da poupança. O confisco aconteceu quando o então presidente, Collor, decretou, em 16 de março de 1990, o congelamento de todas as contas bancárias do país. 

Na verdade, o governo esperava acabar com a hiperinflação e estabilizar a economia, entretanto chegou a retirar cerca de 80% do dinheiro aplicado, não só na poupança, mas também em contas correntes, como aplicações financeiras, CDBs e fundos de renda fixa, também ficaram retidas no Banco Central por 18 meses.

Ainda lembro que uma grande população foram as ruas (inclusive eu) e pediram a cabeça de Collor, igual á Salomé pediu a cabeça de João Batista, conforme reza a Bíblia. Com essa medida esdrúxula, o governo Collor atingiu não só os pequenos trabalhadores, mas grandes e pequenos empresários, autônomos e a classe política. Isto é, se ferraram pobres, ricos e milionários. 

A Economia se afundava no poço de lama a cada dia, e a pressão popular mostrou a Collor que ele deu um "tiro no pé, pois o Plano Collor visava reduzir a hiperinflação e aquecer a economia interna, porém ele atirou no pé do seu governo e acertou na cabeça, chegando a sofrer o impeachment em 1992, focando inelegível por 14 anos. Morreu politicamente, mas conseguiu ressuscitar depois de muito tempo se tornando senador. 

A História sempre se repete, só muda os personagens. Desta vez pode vir outro confisco no Brasil, agora, ao FGTS do trabalhador proposto não por decreto ou plano economico de um governo de plantão, mas pelo deputado Hugo Mota, que é um pretenso candidato ao Senado em 2026. 

Em análise Política dessa medida impopular, com eufemismo, vejo que com esse projeto de lei, o nobre deputado estará dando um "tiro no pé". Assim como fez o Collor, ele vai erra o local e atingir sua cabeça eleitoral prejudicando sua carreira política. Isto é, está se suicidando eleitoralmente, pois o PLP 40 é um meio de agradar os banqueiros e megas empresários e lascar os pequenos trabalhadores com o confisco do FGTS e desconto automático de dividas nas contas de gente pequena, porque os megas empresários ficaram felizes em ficar de fora dessa "lei guilotinosa" para decepar o pescoço de milhões de brasileiros. 

De acordo com o portal Termômetro, em artigo escrito pelo jornalista Filipe Festeira, em dezembro de 2022, após a derrota do ex-presidente, achando pouco os anos como fiel defensor de Jair Bolsonaro (PL) e ainda o título de único parlamentar paraibano a favor da privatização dos Correios, ele foi o único a votar contra a PEC que viabilizava o pagamento do programa Bolsa Família a partir de janeiro de 2023, no valor de R$ 600 conforme previu o candidato eleito a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva a fazer o pagamento assim que assumisse o seu governo.

Tem mais, além de ter atuado com firmeza como um deputado governista, se manteve ao lado do bolsonarismo mesmo depois da queda do presidente Bolsonaro. Seguindo a plataforma Radar do Congresso, do portal Congresso em Foco, após as eleições, Hugo Motta estava entre os mais bolsonaristas dos deputados paraibanos.

Hugo, achando pouco ter ajudado Bolsonaro a quase quebrar o Brasil, na saída do presidente fez questão de registrar seu voto contra quem luta para ter direito a um prato de comida e agora, quer por meio de uma lei que seja confiscado o FGTS dos trabalhadores e dar poderes aos bancos para usar o saldo da conta bancária, através do débito automático, para pagamento de dívidas com o cartão e com o próprio banco. 

Que vergonha para os eleitores paraibanos que votaram em um deputado com essa mentalidade! 

Qual a sua opinião? 


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